Sola Fide

Sola Fide

Em virtude de comemorarmos no mês de outubro os 501 anos da Reforma Protestante, nossas mensagens ministradas no domingo, estarão voltadas para as 5 Solas da Reforma.

No culto de domingo, dia 14 de outubro, continuamos com a série de mensagens, abordando o segundo tema: Sola Fide – Somente pela Fé. Foi com base nessa Sola, que o Seminarista Raniere França, membro da nossa Igreja ministrou. Tendo como base Romanos 3, distribuiu sua mensagem em pontos de análises.

Antes de dar início ao ponto principal da mensagem, o seminarista abordou as questões históricas, como exemplo o pensamento da época sobre a salvação. A Igreja Católica afirmava que o homem tinha participação conjunta na salvação, sendo a soma da fé com a soma das obras, e esse seria o resultado que permitia aos homens serem salvos. E antes mesmo que existisse a dita Reforma, houve o “espírito da reforma”, homens que preparam o caminho para que a Reforma tomasse o percurso que tomou, abrindo pontes e brechas para que se pudesse ‘bater de frente’ com a Igreja Católica.  E hoje, mesmo que sejamos uma Igreja Contemporânea, não podemos deixar de lado aquilo que foi feito para estarmos hoje aqui, pois uma Igreja Reformada está sempre se Reformando. E foi assim desde os primórdios no Povo de Deus. Quando voltamos para a Reforma propagada por Lutero, devemos analisar que ele não pretendia dividir a Igreja Católica tão pouco fundar outras Igrejas, queria sim conversar sobre a falta de entendimento de muitos ‘Líderes Religiosos’ com relação as Escrituras, e a realização das ações da Igreja que fugiam da verdadeira Palavra.

E era com isso que Lutero vivia inconformado, principalmente com a frase: “Justiça de Deus”, isto ele não entendia e lhe causava perturbação e inquietação na sua consciência. E por quê? Porque ele olhava para o próprio pecado. Naquela época não havia segurança da salvação, porque a Igreja Católica com todo seu poder ideológico mantinha os fiéis reféns da posição que ela tinha da barganha da Fé. Quando a verdade desconhecida por muitos é que, a Salvação é uma Obra de Deus, assim como a Justificação por intermédio de seu Filho Jesus Cristo – e é uma obra de Deus, tão somente de Deus por meio da Fé. Isto acontece quando um pecador estende suas mãos, reconhecendo que não tem nada para oferecer, reconhecendo o sacrifício de Jesus na Cruz e por através Dele, sendo justificado por Ele alcança esse sacrifício.  E é com isso que damos contexto e continuidade na mensagem sobre o segundo tema.

Tendo como base Romanos 3,  foram agrupados versículos para esclarecimento:

“O privilégio dos Judeus – Qual é a vantagem então?”. Romanos 3. 1 ao 8

Não podemos confiar na carne, não podemos distingui-la como preferencial diante de Deus, pois todos nós, estamos na mesma condição que esteve Adão, na mesma condição de pecadores. E então se faça esta pergunta: “Qual a vantagem então?”…

“Todos os Homens estão debaixo do pecado – Não há vantagens”. Romanos 3. 9 ao 20

Todos nós estamos na mesma posição de pecadores; debaixo do pecado e cada um de nós precisa da redenção e justificação pela fé. É isto que analisamos quando vemos a Má Velha e a Boa Nova. Quando abrimos nosso coração para Deus, afirmando acreditar pela Fé no sacrifício da Cruz de Cristo, muda-se o nosso status de pecador para justificado. Justificados por Cristo, em Cristo e somente pela Fé Nele. E só assim saímos da condição de Pecadores para Justificados em Cristo.

“A Justiça pela Fé em Cristo”. Romanos 3. 21 ao 26

Ao termos a mesma condição de pecadores perante Cristo, temos também um único modelo de salvação. Um modelo de um novo homem segundo a vontade de Deus, o qual são justificados gratuitamente pela Fé e não por eles mesmo.

Explicando esclarecidamente este ponto, o Seminarista nos trouxe uma história como exemplo, o conto de Pinóquio. Mas para nós, ele foi o  ‘Bonequinho de Madeira chamado Adão’. Todos conhecem a história de um menino de madeira que sonhava em ser um menino de verdade. Trazendo para nós, todos temos sonhos que desejamos alcançar, e apenas Deus sabe o que fazemos para alcançá-los… E esse bonequinho de madeira queria alcançar seu sonho chamando a atenção de Deus, seu Criador, mas o chamou a atenção praticando coisas erradas, e Deus não se agradou disso, e faz o bonequinho de madeira chamado Adão perceber que ele sozinho não  pode se tornar um menino, que ele precisa de Deus para isso. Assim como nós não podemos nos lavar dos nossos próprios pecados, é Deus quem faz isso. Porque não é uma questão moral, é uma questão de natureza de ser. Você não consegue mudar sozinho pelas suas obras, não consegue pelos seus méritos chegar a Deus se Ele não se revelar a você, se não o vemos pela Fé através da salvação pela Cruz de Cristo. Porque sem Fé é impossível agradar a Deus, impossível ver a Cruz de Cristo. E foi nesta condição de salvar a todos, que o Filho de Deus se tornou Homem para que os homens pudessem ser Filhos de Deus, para que onde os homens fracassassem, Ele triunfasse: Na Cruz!

 “A Resposta”. Romanos 3. 27 ao 31

E aqui, nos foi respondido a pergunta “Qual é a vantagem então?”, qual a vantagem para nós hoje em sermos batistas  ou assembleianos, em sermos pastores ou seminaristas, calvinistas ou arminianos, homens ou mulheres, e tantas outras diferenças? Como podemos ter alguma vantagem sobre outro se perante Deus somos os mesmos? Saibam pois que a única vantagem que nos foi confiada é a Palavra de Deus. E é ela que revela quem nós somos, o quão distante de Deus estamos e que só o sacrifício de Cruz na Cristo, por meio da fé é que podemos ser conduzidos a salvação.

E é assim que o bonequinho de madeira chamado Adão pode se tornar um menino de verdade. Se nós tão somente confiarmos em Cristo através da Fé em sua obra, Ele nos mudará. Deus não quer apenas garantir nossa salvação, mas também nos transformar. A Boa Ação do Espírito Santo está sobre as nossas vidas, a Boa Ação do Cristo ressurreto está sobre nós, e nos traz da morte para a vida, para que consigamos chegar a Deus.

O nosso relacionamento com Deus não é baseado pelas nossas obras, mas pelas obras de Cristo. O que fazemos para Deus são frutos do nosso relacionamento com Ele, as nossas boas obras são a confirmação para o mundo da nossa fé.

Texto de Sara Natália

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