Em mais um ano, celebramos pela décima terceira vez o aniversário do ministério de dança da nossa igreja: Restauração. Dando inicio a programação no sábado, fomos saldados com lindas interpretações e expressões corporais, que falaram aos nossos corações. Dançar renova a alma, o corpo a mente, expressa aquilo que sentimos, que queremos demonstrar e como podemos sim, glorificar a Deus através do nosso corpo. Dançar para Ele, nos faz ser como instrumentos valiosos; é uma total entrega daquilo que temos, o que somos e podemos fazer. É uma constante dedicação, é a harmonia, o mesmo ritmo, compasso, entre erros e acertos de um e outro, que gera um todo. Que transborda, faz enxergar além, a força, o agir de Deus, as bênçãos e a unidade de uma dedicação completa ao Seu Reino.
“Entrega, é a chave para a realização dos planos de Deus para nós, estarmos dispostos a colocar tudo em Suas mãos, permitir ser tocado por Ele, usado como instrumento de santidade , ser morada do Seu Santo Espírito, onde não haverá mais o eu individual, mas tudo que for feito será em comunhão com Ele.
Para isso é necessário ter um olhar através da fé, para que se possa enxergar o amor de Deus pela sua Igreja, a Noiva restaurada que espera pelo seu Noivo, Cristo.
Com isso podemos ser um corpo santo, Um no Senhor, a Igreja que resplandece o Amor de Deus, que é edificada na Palavra e a cada dia cresce em amor, tornando-se UM junto com Aquele que é o Próprio Amor.” – Coordenador Jovem, Felipe Julião.
No sábado as apresentações começaram com o grupo de dança das pequenas, delicadamente chamada por todos. Nossas menininhas encantaram a noite com a melodia ‘Toca-me, Pai’, da cantora Bruna Karla, a música nos remete um profundo sentimento que temos em Deus, quando cantamos para que nos toque e nos deixe fluir em sua Graça. A apresentação nos encanta pela simplicidade, pela dedicação e concentração, e até mesmo o nervosismo. Nossas pequenas foram a pura expressão da formosura e do encanto.
“Toca-me, Pai, dedilha o meu coração
Faz fluir da minha boca unção e graça
Inclinado estou a adoração
Toca-me, Pai, faz minha alma chorar
Não sou coberto de tesouro
Mas eu trago dentro do meu ser
Um pouco do Teu Respirar”.
As apresentações se seguiram com o mesmo ritmo de leveza e encanto, em sintonia com o tema, às Intermediarias dançaram a canção ‘Casa de Deus’, interpretada por Aline Barros. Tal canção nos faz refletir sobre como podemos ser unificados, como ter unidade, para que sejamos uma Igreja que busca verdadeiramente viver os princípios de Deus para o seu povo. As nossas meninas, nos transmitiram essa preciosidade, sendo usadas como instrumentos, para que através de sua dança, fossemos tocados. Não é apenas por dançar, participar de um Ministério e se apresentar, mas transmitir que somos Casa de Deus, sua morada e que Nele somos Um, O Seu Povo.
“Amando meu Entrego a Ti o meu coração
Espírito de Deus eu sou tua Habitação
(…)
Somos Casa de Deus, A Morada do Pai
Contra Ela nada prevalecerá
Somos Um no Senhor, Somos povo de Deus
Tua Igreja Resplandecerá
Na Tua Palavra Me Edificarei e Multiplicarei”
As apresentações do aniversário se encerram na noite de sábado com a participação de todos os componentes do ministério, dançando o Hino Oficial ‘Somos Um’, cantado por Salzband.
Foi dançando com alegria e gratidão que nosso Ministério de Dança declarou com vozes, corpos e almas, que Diante de Deus são, Somos Um! Um momento que transborda entre os participantes e convidados, ao cantarmos juntos como Igreja que somos Um, um só corpo, um só desejo, um só coração, e que levamos a cruz, declarando para todo o mundo que Cristo é Rei, que nada poderá nos separar de tão grande amor!!!
Dando continuidade ao culto, a mensagem foi ministrada pelo nosso querido Ir. Vitor Hugo, trazendo o tema UNIDADE como reflexão, Vitor nos fala sobre a situação que Paulo vivia quando escreveu Romanos 12. Os versículos destacados para o tema do aniversário do 1 ao 7, remetem a ideia que Paulo nos traz de um cristianismo real.
Falar sobre unidade é falar sobre variados temas, esse tema é vasto, mas colocando-o do início de tudo, lemos Gênesis para entender, no livro de Gênesis 1.2, Deus sendo único, nos surpreende ao formar outras unidades. Como assim? Deus ao criar o Mundo, ver que tudo é bom, Ele cria unidades, e percebe a necessidade de criar uma unidade maior para tomar conta das demais, Deus prepara o grande final criando Adão e Eva, uma unidade familiar. Tal unidade, tomaria conta de si, e das demais unidades que a eles pertenciam. Trazendo essa ideia de unidade, podemos recolocar como unidade familiar, cada uma das famílias representadas pelos integrantes do ministério; cada família é uma unidade, cada menina/menino é uma unidade, que fazem do Ministério Restauração uma unidade completa.
Ao instigar esse assunto, nosso Irmão Vitor nos relembra de muitas pessoas que já participaram desse ministério e hoje já não participam, muitos por terem se casado, ido frequentar outras Igrejas, e tantas outras questões; Mas dentre todos, a que quebra o laço de unidade são daquelas pessoas que não apenas não participam, mas também se afastaram, ou em certos casos, se desviram do caminho do Senhor. Sem generalizar, pode-se afirmar que situações assim ocorrem por N fatores, mas trazendo ao princípio de unidade, abordado sobre a unidade familiar, devemos entender que a função de um pai Cristão é de edificar a sua unidade, sua família, está se torna parte da unidade da igreja como um todo, se assim for feito, cada unidade reconhecerá a Cristo como Salvador, por mais diversas coisas que aconteçam ela seguirá com o mesmo propósito e pensamento, saberá identificar Deus e a todo momento unificar-se a Ele.
Um dos motivos que nos leva ao afastamento dessa unidade é a desobediência, o mesmo aconteceu com Adão e Eva, e acontece também conosco, Deus decide que o home deve unificar-se a Ele, mas a desobediência quebra essa unificação. Paulo quando nos relata sobre isso em Romanos, nos faz enxergar que Deus quer restituir a Criação, para continuarmos unificados Nele, edificar a Unidade Indivisível. Isto é o que Paulo nos diz instruído pelo próprio Deus para que refaçamos a nossa unidade, reafirmemos nossa fé, para prestarmos um culto racional a Deus, com louvores, dança, alegria e gratidão, para nos encontrarmos com Cristo, quando estamos Cristo, o reencontramos nas coisas que fazemos para Ele e nas coisas que vemos sendo feitas para Ele.
Paulos nos ensina sobre a perspectiva da Graça de Deus, a qual nos permite viver em amor uns com os outros, nos permite viver muitas outras situações, como ao organizar um aniversário que envolve tantas pessoas, isto requer um amor unificado, o saber escutar, conversar, entender o outro… claro que no meio de tudo isso, há chateações, choro, raiva e até discursões, mas acima de tudo há amor, há a unidade. Devemos escutar os choros, as dores, as alegrias e emoções, dar o nosso melhor e ensinar os outros a fazerem o mesmo. Precisamos buscar constantemente viver em unidade como o Criador nos ensina, viver o que Ele planejou, para que assim, também estejamos unificados Nele. É assim que entendemos que mesmo sendo criados individualmente, o nosso Criador nos fez para vivermos a unidade, de muitos, tornamos únicos – unidos de forma indivisível uns aos outros e todos Nele.
As festividades do Aniversário continuaram na noite de Domingo, o culto foi aberto com dança, louvores e ministrações. E claro, ao que todos esperavam: O Musical.
Vigente com o tema escolhido para o aniversário o Musical apresenta a Unidade da Igreja como Um Corpo. Ao iniciar, é preciso identificar desde o princípio o porquê de sermos unificados, assim somos pois o Filho do Homem, Íntegro, Santo e Misericordioso se entregou por pessoas que não o amavam, por pessoas que o rejeitaram. Se queremos nos unificar, como sua Igreja, precisamos buscar conhece-lo, ver que Nele se revela o próprio amor, o qual nos redimiu e nos dar o privilégio de sermos Filhos de Deus. E assim seremos, se negarmos a nós mesmos e o buscarmos teremos o nosso melhor.
E tudo isso foi demonstrado na primeira dança do musical, interpretada por Marcos Telles; Ao qual retrata tudo o que é melhor para nós, na verdade o que é bem melhor para todos nós, está lado a lado com o Senhor, seguir seus passos, debruçarmos sobre seus pés, e declarar que Ele é o nosso Cordeiro, Santo, Salvador, Tudo o que existe de mais Belo!
A música seguinte, 365 Chances – Ao Cubo, ao qual remete a mesma ideia de entendermos que somos filhos do amor, amando e sendo amados por causa Dele, e por causa disso devemos nos unificarmos, nos doando, perdoando, deixando um pouco de nós em cada um.
“Na unidade não significa que todos se tornam iguais, que as diferenças
desapareçam, mas significa que cada um abre mão do seu ‘próprio pensamento’
para caminhar juntos numa mesma visão.”
Ao entendermos o princípio de unidade vemos que estar sozinho não é o bastante, mesmo que estejamos íntimos de Deus, e trabalhando em Seu Reino. A unidade completa, ela nos permite entender que a única forma de viver a unidade é o compartilhamento, seja de medos, sonhos, aflições e planos, é ela que nos faz entender que agora são todos e não apenas um. E assim como seguidamente foi dançado, em ministração a música ‘Eis-me aqui’ de Gui Rebustine, quando nos tornamos Um, como Corpo de Cristo, colocamos em suas mãos todos os nossos passos, deixamos que ele nos solde e nos molde por inteiro, declaramos que precisamos dele e estamos ao seu dispor; nos colocamos Diante Dele para que sejamos usados e desejamos que ele torne o nosso coração parecido com o Dele.
Quando deixamos Deus nos moldar conseguimos viver em comunhão, com nossos irmãos e com Ele. Permitidos a unificação de sermos apenas Um Corpo, Um só Coração é assim que nos fortalecemos como igreja, que vivemos a sua palavra, que é a única que nos mostra a verdadeira forma de adorá-lo, nos guiando por Seus caminhos.
Ao fim do musical, deu-se continuidade ao culto com a reflexão da mensagem dada pelo nosso Pastor Evandi Monteiro, ele nos fez refletir, como foi proposto pelo tema do aniversário em Romanos 12, e o tema de sua mensagem foi:
Unidade da Igreja
Ao começar ele nos fala que a unidade foi uma preocupação que o Senhor teve desde o princípio, a unidade é fundamental na Igreja porque não há como alcançar sua missão de pregar o Evangelho se não houver unidade. A própria oração sacerdotal diz para que todos sejamos Um, também encontramos em João 17.1, quando Jesus afirma que sua oração é para que também sejamos um, tal como Ele é no Pai, para que assim o Mundo creia que o Senhor o enviou.
Só estamos unificados como Igreja, quando andamos pelo Espírito, a Igreja do Senhor só será reconhecida e vista com bons olhos se andar em Santidade, transmitindo o amor de Deus, como está em Cristo em João 13. 34 e 35, que temos por mandamento amarmos uns aos outros, sem exceção e a partir do momento que recebemos esse amor precisamos vive-lo e transmiti-lo. Aprendemos a fazer todas essas coisas quando lemos a Palavra de Deus e a praticamos, Ela é a nossa Base, onde Deus nos mostra que faz tudo perfeito. E entendendo essa perfeição de Deus, entendemos que na Igreja também transmitimos emoções, uma emoção constante, de compartilhamento de aprendizados, alegrias e perdas, e é vivendo isso todos os dias que nos conhecemos melhor, Deus traz isso em nossa consciência, para que entendamos o seu amor e possamos amar uns aos outros.
Outro ponto que o Pastor nos traz para viver em unidade é abandonar os padrões do mundo, padrões estes que estão enraizados em qualquer local, estão energizados por ai fora, podem ser encontrados em tudo, menos na Palavra. Não podemos nos conformar com os padrões oferecidos pelo mundo, e se nos conformamos pagaremos o preço por isso, que será cobrado pelo próprio Deus. Não podemos ser presunçosos, nem nos glorificar porque Deus nos usa, tão pouco nos achar melhores que ninguém, somos todos iguais Diante de Deus, por isso devemos nos lembrar de onde Deus nos tirou, de um mundo de pecado aonde estávamos mortos, e nos trouxe novamente para a vida, uma nova vida dada por Ele, pelo seu amor por nós, uma vida que nos unifica como Seu Povo, nos dá a identidade de sermos conhecidos como Seus Filhos. Este é um dos motivos que nos faz viver em comunhão, sermos coerdeiros de um só Pai, o qual confia em nós e nos ajuda a realizar a Sua boa Obra, é isso que nos leva a viver em Unidade, que nos faz entender que não devemos seguir os padrões do mundo, que levanta a bandeira de desigrejados, mas agir para vivermos como Seu Povo, unidos em Seu Nome, como Seu Corpo, porque assim como um corpo precisa de todos os seus membros, nós precisamos uns dos outros no Corpo do Senhor, e isso é viver em Unidade.















